Arquivo mensal setembro 2011

O Palacete do Barão

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Palacete do Barão de Santa Branca

A mansão foi construída em meados do século XIX e talvez tenha sido a de maior vulto já existente no Vale do Paraíba. Tinha 24 quartos.

O Barão de Santa Branca, Francisco Lopes Chaves, rico fazendeiro de café e de ótimas qualidades morais, faleceu em 1884. Seu filho, que tinha o mesmo nome do pai e o título de 2° Barão de Santa Branca, faleceu em 1902. Era proprietário da fazenda Jaguary e libertou todos seus escravos um ano antes da Abolição da Escravatura.

1° Barão de Santa Branca

2° Barão de Santa Branca


A propriedade acabou vendida para a Malharia Nossa Senhora Conceição e o prédio demolido em 1939.

O palacete - Patrimônio histórico não preservado - Demolido em 1939

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Largo do Rosário

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Largo do Rosário

A atual praça Barão do Rio Branco é um dos poucos recantos da cidade que ainda preserva algumas edificações mais antigas. Vamos ver algumas fotos e observar o que restou:

A casa em estilo nórdico ao lado do Cartório de Imóveis

Na esquina podemos ver o Cartório de Registro de Imóveis e ao lado uma casa construída em estilo nórdico-europeu com telhados inclinados. Esta casa foi construída em 1938 por Rogério Rodrigues, um futebolista que veio de Jundiaí para compor os quadros do Esperança F.C. e que acabou por trabalhar na Fábrica de Meias Filhinha e casar-se com uma das filhas do Dr.Pompílio Mercadante. Tal casa, depois reformada, abrigou as imobiliárias de Luiz Lencioni e atualmente a França Imóveis.

Ao fundo, as antigas casas do Largo do Rosário

A c...

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Mercado Municipal

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No final do século XIX a obra, feita de taipa, considerada faraônica por alguns políticos e moradores, foi construída em um terreno que precisou receber diversos aterros por ser uma área alagadiça. Possivelmente foi o primeiro grande prédio construído pelo poder municipal, uma vez que a Prefeitura e a Câmara sempre se serviram de prédios alugados.

O primeiro prédio do Mercado Municipal

A rua que recebeu tão importante prédio, ligava o centro comercial da época, a Rua de Baixo (Luiz Simon) até a Estrada de Ferro, e mais tarde foi chamada Dr.Lúcio Malta, nome do prefeito municipal à época.

O novo prédio de tijolos vermelhos

Em 1924, o segundo prédio foi construído no mesmo local pelo prefeito João Ferraz...

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Galeria dos Presentes

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Galeria dos Presentes, o início

Lauro Martins, em 1946, retirou-se da sociedade que tinha com os irmãos na Casa Roberto Martins, fundada em 1899 por seu pai, e instalou na Rua XV de Novembro a Galeria dos Presentes. Em 1948 mudou-se para o Largo do Rosário, na esquina em frente ao comércio dos irmãos, local onde hoje está a Loja Riachuelo. Para à época, era uma verdadeira loja de departamentos: vendia cristais, pratarias, relógios e brinquedos. A loja foi depois administrada por seu filho Roberto.

A loja marcou época no Largo do Rosário

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Solar dos Denis

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O solar nos Quatro Cantos

Em 1931, a construção deste prédio substituiu o casarão dos Tarantino. O hotel era no andar superior e no térreo funcionavam outros comércios. Um deles era uma casa de móveis do mesmo proprietário do prédio – o belga Eduardo Denis, pai do jornalista Jobanito. Funcionava também no local o  “Bilhar dos Quatro Cantos”. O prédio foi desapropriado na gestão Osvaldo Arouca e hoje abriga o Procon e o Arquivo Público.

Atualmente o prédio abriga o Procon e o Arquivo Público

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Victória e Avante – Jacareí foi a Terra das Meias

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Fábrica de Meias Victória

A Fábrica de Meias Victória originou-se em 1920 na Avenida Carlos Porto bem em frente à antiga Rua Sete de Abril (atual Vicente Scherma). Fundada por Jorge Madid, mudou-se em 1928 para a rua que leva agora o nome de seu fundador.

Operários da Fábrica de Meias Victória

Posteriormente, propriedade da Família Mogames, foi chamada de Meias Avante.

Fábrica de Meias Avante

Com a desativação progressiva da fábrica, parte dela foi utilizada para instalação de bares, como o Vitória e posteriormente a Maranello Pizzaria.

Bar Vitória

Em 2012 todo o complexo foi demolido para a construção de edifícios residenciais.

Terreno que abrigou os prédios das antigas fábricas.

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Fábrica de Meias Cidinha

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O prédio da Fábrica de Meias Cidinha - Foto de 1944

O proprietário Chiquito Bueno deu o nome à fábrica em homenagem a sua sobrinha Cidinha Jordão. Localizada na Rua Sete de Abril (atual Vicente Scherma) ainda hoje tem o mesmo visual e abriga a Fábrica de Tintas Castelo, propriedade de Harold Barnsley Holland.

O mesmo prédio abriga hoje a Fábrica de Tintas Castelo

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Fábrica de Meias Filhinha

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Prédio da fábrica na Rua Floriano Peixoto

A Companhia de Tecidos de Malha Filhinha foi fundada em 1906 por João Ferraz que homenageou sua filha Isolina. Esta indústria foi depois vendida para o grego Eustáquio Patonas, posteriormente para Wadi Pedro & Irmãos e também pertenceu a Societé Financière de São Paulo funcionando até a década de 1930. A fábrica manufaturava tecidos de malha de toda espécie e também camisas de algodão, entretanto sua principal atividade era a produção de meias cujo destino era principalmente o Rio de Janeiro. Contou a indústria com aproximadamente 180 empregados, entre homens, mulheres e crianças que operavam máquinas de procedência alemã e manuseavam algodão importado. Durante certo período teve como mecânico-chefe o alemão Augusto Fritz...

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Cotonifício Scuracchio

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A Fábrica de Meias Elvira assim como a Fábrica de Meias Alice foi um empreendimento do português Manoel Lopes Leal. Construída em 1915, recebeu o nome de sua filha mais velha, Elvira, e estava localizada na Rua do Meio com fundos para a Rua do Carmo (atuais Rui Barbosa e Pompílio Mercadante).

O Cotonifício, mais conhecido como Manchester

Após o fechamento desta fábrica, o prédio foi vendido para o Cotonifício Scuracchio, apelidada Manchester, que produzia casimiras (tipo de tecido). Na década de 1940 a fábrica transferiu-se para São Paulo, ficando o prédio abandonado por vários anos.

Na década de 1950 no local foi instalada a “Imbasa” que pretendia competir com a Johnson. Após seu fechamento, em 1964 o prédio foi transformado em Estação Rodoviária e mercado.

A rodo...

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Casa Maria Toledo

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Na esquina, o terreno após a demolição do prédio de taipa

Neste terreno de esquina localizado no conhecido “Quatro Cantos”, local onde hoje está instalada uma agência de automóveis, existia um casarão demolido por volta de 1948. Aquele sobrado de características coloniais portuguesas, feito de taipa, abrigou no início do século XX a primeira fábrica de macarrão do Vale do Paraíba, propriedade de Luigi Lencioni, imigrante vindo da cidade italiana de Luca. Tal pastifício tornou-se depois a empresa “Irmãos Lencioni”, comandada pelos filhos do fundador. Com a demolição do antigo casarão, foi construído no local um prédio de estilo moderno que passou a abrigar a Casa Maria Toledo, um armazém que anteriormente estava instalado onde é hoje a Padaria Paris e que concorr...

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